A Irmandade

A presença da medicina em Alcoólicos Anônimos teve o seu registro inicial antes mesmo da existência da Irmandade. Essa presença benéfica, sob todos os aspectos, começou pelo incansável Dr. Willian Duncan Silkworth (que tratou de Bill), entusiasta propagador da abordagem de A. A. sobre o alcoolismo, no Dr. Harry Tiebout, o primeiro psiquiatra a aprofundar a aceitação universal de A. A.. Também um dos co-fundadores de A. A., o Dr. Bob, foi ao mesmo tempo médico e portador da doença do alcoolismo.

Ainda que sua participação como um dos iniciadores de A. A. não se tenha dado na condição de médico, não há como negar ter Alcoólico Anônimos nascido pela mão de um médico. O folheto Alcoólicos Anônimos e a Classe Médica, registra a estreita convivência de A. A. com inúmeros médicos, entre eles Dr. Marvin A. Block, Comitê sobre Alcoolismo da Associação Médica Americana, o Dr karl Menniger, Dr. Merril Moore, Dr. John L. Norris e o Dr. Gordon Patrick, os dois últimos ex-presidentes da Junta de Custódios dos EUA/Canadá.

O princípio da auto-suficiência de A. A. está fundamentado na SÉTIMA TRADIÇÃO, ao recomendar que os Grupos de A. A., bem como os organismos de serviço, sejam mantidos unicamente pela contribuição espontânea dos membros da Irmandade e, em nenhuma hipótese, aceitem contribuições de não-membros, de instituições particulares ou de órgãos governamentais, em dinheiro ou em material.

Nenhuma Tradição de A. A. nasceu tão dolorosamente como esta. Primeiro o medo de sermos explorados; segundo, separar o espiritual do material e, por último, evitar o poder econômico. A decisão foi a da contribuição voluntária, unicamente pelos membros de A. A. e a adoção de uma política de não acumular riquezas e bens patrimoniais.

Literatura publicada por A. A. World Services, Inc. é um recurso para o alcoólatra em recuperação e para quem quer saber mais sobre Alcoólicos Anônimos, a sua história e como ele funciona.

Literatura de serviço Conferência Geral aprovado reflete a consciência de grupo da Irmandade de AA e inclui o livro Alcoólicos Anônimos (carinhosamente conhecido pelos membros como o Big Book); Reflexões diárias, uma compilação de reflexões espirituais contribuíram por membros; livros escritos por um dos co-fundadores do AA (tais como Doze Passos e as Doze Tradições e Como Bill vê); e uma grande variedade de panfletos e cartilhas que tratam dos Três Legados de Alcoólicos Anônimos: Recuperação, Unidade e Serviço.
A.A.W.S. publica literatura em três idiomas, Inglês, Espanhol e Francês, que refletem as três línguas principais faladas na estrutura Conferência de Serviços Gerais dos Estados Unidos e do Canadá. Também publicamos e traduções de licença do Livro Big e outras literaturas em línguas e países ao redor do mundo, muito do que está disponível no catálogo de literatura publicada pela AA World Services, Inc.

Lieratura de A.A. no Brasil
Um companheiro americano radicado em São Paulo, se dispôs a traduzir o livro Alcoólicos Anônimos e comunicou-se com o GSO (General Service Officce), que respondeu sua carta em outubro de 1966 sugerindo-lhe a tradução dos onze primeiros capítulos, após a formação de um Comitê de Tradução.

Após longas discussões com A.A.W.S (Alcoholics Anonymous World Service) ocorreu a concessão para impressão do livro Alcoólicos Anônimos.
A publicação do livro Alcoólicos Anônimos, conhecido no Brasil como Livro Azul, proporcionou o intercâmbio oficial entre os Grupos existentes na época e o seu cadastramento, uma vez que o CLAAB (Centro de Distribuição de Literatura de AA Para o Brasil ) ia anotando os endereços, dias e horários de reuniões, conforme as solicitações do livro pelos Grupos, fornecendo-os às pessoas que buscavam ajuda.
Isto abriu caminho para que as demais obras de A.A. tivessem suas traduções aprovadas e publicadas.

A literatura tem desempenhado um importante papel no crescimento de A.A. Um fenômeno notável no último quarto de século foi a explosão de traduções de nossa literatura básica para inúmeros idiomas e dialetos. Em cada um dos países em que a semente de A.A. foi plantada, ela primeiro fincou raízes lentamente, passando a crescer a passos largos a partir do momento em que se divulgou a literatura. Atualmente o livro “Alcoólicos Anônimos” está traduzido para quarenta e três idiomas.

À medida que a mensagem de recuperação alcançava um número cada vez maior de pessoas, ela também passou a afetar as vidas de uma crescente variedade de alcoólicos. Quando a frase “Somos pessoas que, normalmente, não se encontrariam juntas” (citada neste livro) foi escrita em 1939, ela se referia a uma Irmandade composta em sua maioria por homens (e umas poucas mulheres) provenientes de um ambiente social, ético e econômico bastante parecido. Como muitas outras partes do texto básico de A.A., estas palavras revelaram-se muito mais proféticas do que nossos membros fundadores sequer poderiam imaginar. As histórias acrescentadas a esta edição representam a participação em nossa Irmandade de pessoas cujas características – de idade, gênero, raça e cultura – se ampliaram e se aprofundaram para incluir virtualmente qualquer indivíduo que os nossos primeiros cem membros poderiam esperar atingir.

Quem vende a literatura
O Escritório de Serviços Gerais da JUNAAB recebe muitos pedidos de venda de literatura de membros de A.A., profissionais e empresas interessadas na questão do alcoolismo. Aos membros de A.A. procuramos sempre esclarecer que essa pratica não é possível pois a venda de literatura faz parte da sustentação financeira de toda a estrutura de serviço, alem das contribuições repassadas pelos Grupos.

Quando a solicitação de venda parte de profissionais ou empresas de modo geral, informamos com base na localidade ou sede o endereço do ESL – Escritório de Serviços Locais mais próximo. Lembremos que os ESLs representam o nucleo oficial da estrutura para as operações de venda de literatura e a JUNAAB nao pode e nao deve estabelecer uma concorrência neste sentido. Sugerimos que os ESLs mantenham estoque minimo de cada titulo para atender a demanda local.

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Produção:  A9T